Viver e ter um ponto de equilíbrio é vibrar positivamente. Vibrações positivas dependem de cada nota, de cada tom. Assim é que se busca a consciência; nas melodias; nas harmonias. Se não, corre-se o risco da compulsão, da obsessão, da depressão... Vibrar em consonância à consciência é o ideal; o ambiente recepciona o som que se emite; Vibrando como uma nota a sintonia se faz pelo tom que se vibra... Que se herda. Que se transmite. Já fui um ponto originado na melodia tocada pelos meus progenitores. As notas de meu pai ainda ecoam aos meus ouvidos. Andei cambaleante... Até então sendo um ponto de outra nota eu precisava daquela harmonia; ainda preciso do tom da outra vida que me vibra... Por isso, minha bicicleta, por um tempo teve apoio: teve rodinhas paralelas... Já na escola aprendi sobre os círculos... De tudo um pouco; e depois, que todos circulam... De amigo a amigo cheguei aos oito... Enfrentando as minhas pipas, aos dezoito aprendi sobre os ângulos; Naquela época eu já me media pelos diâmetros; ainda não me importava com as retas lá da frente; iam muito distantes das minhas vistas; não as enxergava; percebi depois que retas levam longe, mas que são os ângulos que sustentam e estabilizam se houverem curvas no tempo das retas; ângulos me sustentaram... Ousado arranquei em várias retas; arrisquei; projetei várias flechas sem perceber o quanto o cordão da vida me jogava em desencontro com as linhas que circulavam meus alvos... Errei algumas. Algumas metas alcancei. Outras se projetaram para fora do meu quadro; nem perto eu passei... Na verdade não as percebi. Às vezes não se é um bom observador... Olhando em frente comecei a perceber os quadrados e quadros que eu já pintara. Os pés redondos vieram depois, quando percebi que meus pés nem sempre me sustentam nas vontades... Bebi minhas duvidas e mais duvidas; moderadamente, pois, aprendi cedo o quanto é preciso de equilíbrio para se andar de bicicletas... Mesmo porque há muito não tenho mais as rodinhas paralelas; se eu não pedalar, não saio do lugar; nem consigo levar minhas bagagens na garupa para nenhum lugar... E o pior, sei que posso cair! Derrubá-las comigo! Assim, tenho procurado vibrar positivamente, no meu tom, como as notas das melodias de meu pai, que ainda ecoam aos meus ouvidos... Desejo a todos: Um feliz dia dos pais!
Lineu Mattos

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