...São tuas,
As pegadas que enfeitam o meu peito,
Carregado em saudade mansa,
Quase branda,
Acalentando noites frias de desassossego.

...São teus,
Os sons inspirados em meus instintos,
Embriagados duma ternura exposta em versos,
Delineando tod’um Universo,
Em furor expresso de tanta agonia.

...São teus,
Os gestos passeantes em minha memória,
Num estupor de febre e contemplação,
Onde sequer se sabe se é apenas saudade,
E que invade o sono dos meus sonhos, em vibrante amanhecer.

...São tuas,
As palavras esvoaçantes entre as estrelas,
Como quando nada posso entender,
E lanço um sorriso que preenche os teus sentidos,
Compreendendo cada nuance,
Desse amor sobrevivente.

...É tua,
A plenitude desse desejo que se impõe,
Que cinge a tua mão ao encontro da minha,
Ecoando no peito o som tão puro, do sino da igreja,
Na simplicidade da nossa esperança.

Sela-se, então, um beijo de promessa,
Antes mesmo que acordes,
Antes mesmo que cumprimentes o meu dia,
Como sempre fazes,
Em meu doce e singelo pensamento.

Angela Lazzari

(Aos dezessete dias do mês de Maio de 2017).

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Comentário de Luiz Mário da Costa em 24 maio 2017 às 4:59

São
teus os ver
sos que me deixam exta

Siado;
em mais uma madruga
onde o sillêncio me apraz; sem a poesia

Não
sei do que
sou incapaz, para mim

Ler
poesias
como a sua deixa

Um rastro de luz em minha mente.

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